sexta-feira, 20 de maio de 2011

O DECÁLOGO



De acordo com o Catecismo da Igreja Católica, a palavra “Decálogo” significa literalmente “dez palavras (CIC 2056). São dez palavras sagradas escritas com o próprio dedo de Deus: “Quando ele terminou de falar com Moisés no monte Sinai, entregou-lhe as duas tábuas do Testemunho, tábuas de pedra escritas pelo dedo de Deus” (Ex 31,18). Tudo para nosso benefício e luz para nossas vidas. Não é prisão ou escravidão, mas liberdade.

O Decálogo ou Os Dez Mandamentos são normas ou leis dadas por Deus para a libertação do povo de Deus de seus pecados. É parte de um compromisso que Deus faz com seu povo e do povo que faz com Deus. Estes Mandamentos são encontrados na Bíblia em dois lugares, no Livro do Êxodo (Ex 20,2-17) e no Deuteronômio (Dt 5,6-21), com pequenas diferenças.

Os Dez Mandamentos (fórmula catequética)

1.    Amar a Deus sobre todas as coisas;
2.    Não tomar seu Santo nome em vão;
3.    Guardar domingos e festas de guarda;
4.    Honrar pai e mãe;
5.    Não matar;
6.    Não pecar contra a castidade;
7.    Não roubar;
8.    Não levantar falso testemunho
9.    Não desejar a mulher do próximo;
10. Não cobiçar coisas alheias.

Estes mandamentos se dividem em dois grupos sendo, os três primeiros falam do amor a Deus e os sete últimos do amor ao próximo. O próprio Jesus os resume também desta forma, Os fariseus ouviram dizer que Jesus tinha feito calar os saduceus. “Mestre, qual é o maior mandamento da Lei? Jesus respondeu: Amarás ao Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todo o teu entendimento. Este é o maior e o primeiro mandamento. O segundo é semelhante a este: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. Toda a Lei e os profetas dependem destes dois mandamentos” (Mt 22,36-40).

A vida cotidiana nos leva a nos afastarmos sempre mais destas dez palavras sagradas, pois com freqüência ofendemos a Deus e ao próximo. O ser humano leva uma vida desenfreada sem tempo para Deus e para o próximo. Tudo é movido/regido pelo capitalismo, pelo lucro, pelo mercado, pela ganância, pelo poder, pelos bens materiais, pelo bem próprio, pelo individualismo. Os métodos desonestos de aquisição ou de conquistas. Tudo isso nos afasta das dez palavras sagradas, das leis que iluminam nossa vida rumo ao Plano Salvífico de Deus.

Não temos tempo para Deus, mas temos tempo para a TV, para o shopping, para o futebol, para o churrasco, etc. Não olhamos para o próximo com amor, ficamos omissos as questões da fome, da miséria, do aborto, da guerra, dos pobres. Não temos compaixão, misericórdia e caridade com quem necessita. Utilizamos os meios de comunicação para pornografia e a infidelidade virtual. O adultério, a poligamia, a união livre cada vez mais se tornam algo normal entre nós e vão destruindo as famílias. Falseamos a verdade para nosso benefício. Omitimos a justiça. Cada vez mais nos apegamos às coisas materiais, as riquezas e nos esquecemos de Deus e pisamos em nossos irmãos para ter mais e mais.

Antes mesmos de perguntar para Deus o que devemos fazer para ter vida eterna, assim como o rapaz rico perguntou a Jesus (Mt, 19,16) Deus já tinha deixado para nós a luz que nos leva para seu reino, a luz que leva para uma vida de paz, tranqüilidade, de amor. O Decálogo é esta luz e fonte de vida para toda a humanidade que nos indica que devemos ser geradores de amor e não de ódio, de vida e não de morte, de justiça e não de omissão, de luz e não de escuridão, de felicidade e não de tristeza, de partilha e não de mesquinhez, de fazer o bem e não o mal, etc.

Enfim nós temos uma vida desenfreada que não se aproxima ao desejo de Deus, mas Ele é misericordioso, bondoso e amoroso, espera sempre que cada um de nós se converta definitivamente ao Plano de Deus, ao seu amor e que possamos seguir a luz por Ele deixada para nós, O Decálogo. Os Mandamentos começam simplesmente colocando Deus em primeiro lugar e se concluem com as relações que devemos ter com o nosso próximo e veremos no resultado final que os grandes beneficiários somos nós mesmos.