segunda-feira, 1 de outubro de 2012

JESUS ESTÁ NO CHÃO


QUAL É A FORMA PRUDENTE DE COMUNGAR? 

Apresentamos este comovente vídeo como ilustração das partículas que realmente caem no chão ou ficam nas mãos do comungante que assim as recebe.




O conselho é claro: Receba a comunhão da boca, com o uso da patena, que foi criada justamente para esta finalidade. Caso você opte por comungar na mão ou não possa comungar na boca, ao menos verifique suas mãos.

O Diretório Litúrgico publicado pela CNBB recorda o seguinte a respeito da Comunhão recebida na mão:

13.7 Comunhão na mão

No dia 03 de abril de 1995, a Congregação do Culto Divino enviou notificação sobre a Comunhão na mão (Prot. n. 720/85):

1) Comunhão na mão deve se manifestar, tanta como com a comunhão na boca, o respeito pela presença real de Cristo na Eucaristia.

2) De acordo com os ensinamentos dos Santos Padres, insista-se no “Amém” que o fiel pronuncia como resposta à fórmula do ministro: “O Corpo de Cristo”, O amém deve ser uma afirmação de fé.

3) O fiel que receber a comunhão leva-a à boca, ficando com a rosto voltado para o altar, antes de regressar ao seu lugar.

4) É da Igreja que o fiel recebe a Eucaristia, por isso deverá recebê-la sempre do ministro que distribui a comunhão e não se servir a si mesmo.

5) Recomenda-se a todos, em particular às crianças, a limpeza das mãos, como sinal de respeito para com a Eucaristia.

6) Recomenda-se vigiar para que pequenos fragmentos do pão eucarística não se percam.

7) Jamais se obrigará algum fiel a adotar a prática da comunhão na mão. Deixar-se-á a liberdade de receber a comunhão na mão ou na boca, em pé ou de joelhos.

(Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Diretório da Liturgia e da Organização da Igreja no Brasil 2012. Brasília, 2011, pg. 31-32).


Fonte: http://padrepauloricardo.org/blog/jesus-esta-no-chao

sexta-feira, 29 de junho de 2012

20º ANIVERSÁRIO DO CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA





Recentemente escrevi um texto em ralação ao 50º aniversário do Concílio Vaticano II, pois em 2012 celebramos o jubileu deste grande Concílio ecumênico da Igreja Católica. Agora tomo a liberdade de escrever sobre o aniversário de que também celebramos em 2012. São 20 anos da promulgação deste documento idealizado por João Paulo II.


Este precioso documento foi idealizado após o Concílio Vaticano II (1962-1965), mais exatamente em 25 de janeiro de 1985 na Assembleia Extraordinária do Sínodo dos Bispos, por ocasião do vigésimo aniversário do encerramento do Concílio Vaticano II. Nesta ocasião os Padres sinodais manifestaram o desejo "de que seja composto um Catecismo ou compêndio de toda a doutrina católica, tanto em matéria de fé como de moral, para que seja como um texto de referência para os catecismos ou compêndios que venham a ser preparados nas diversas regiões. A apresentação da doutrina deve ser bíblica e litúrgica, oferecendo ao mesmo tempo uma doutrina sã e adaptada à vida atual dos cristãos". Assim o Papa João Paulo II tomou, então, uma decisão audaz e convocou o então Cardeal Joseph Razinger para presidir este grande projeto. Foi então montada uma Comissão de redação, composta por sete Bispos diocesanos, peritos em teologia e em catequese, coadjuvou a Comissão em seu trabalho. Para que o documento poder ficar tão rico como ficou, foi necessária uma vasta consulta de todos os Bispos católicos, de suas Conferências Episcopais ou de seus Sínodos, dos Institutos de teologia e de catequética, sempre acolhendo com o Espirito a tudo o que era consultado.

O agora Papa Bento XVI confessa que na época chegou a duvidar que isso fosse exequível, pois como seria possível que autores espalhados pelo mundo inteiro compusessem juntos um livro legível.

O Catecismo da Igreja católica se divide em quatro partes que estão ligadas entre si:

1ª parte - O mistério cristão é o objeto da fé; 
2ª parte - É celebrado e comunicado nos atos litúrgicos; 
3ª parte - Está presente para iluminar e amparar os filhos de Deus em seu agir; 
4ª parte - Fundamenta nossa oração, cuja expressão privilegiada é o "Pai-Nosso", e constitui o objeto de nossa súplica, de nosso louvor e de nossa intercessão.

Vemos no trabalho final uma exposição da fé da Igreja e da doutrina católica, testemunhadas ou iluminadas pela Sagrada Escritura, pela Tradição apostólica e pelo Magistério da Igreja, trata-se, portanto de um documento de alto valor doutrinal que deve ser utilizado pela sua simplicidade de linguagem ser ferramenta catequética em todas as igrejas esparramadas pelo mundo, pois sua tradução está em todas as línguas.

O documento foi aprovado pelo Papa João Paulo II no dia 25 de o junho e publicado no dia 11 de outubro de 1992.

O Papa João Paulo II conclui a sua Constituição Apostólica Fidei Depositum que oficializa a publicação do catecismo da Igreja Católica com a seguinte mensagem, “No final deste documento que apresenta o Catecismo da Igreja Católica, peço à Santíssima Virgem Maria, Mãe do Verbo Encarnado e Mãe da Igreja, que ampare com sua poderosa intercessão o empenho catequético da Igreja inteira em todos os níveis, nestes tempos em que ela é chamada a um novo esforço de evangelização. Possa a luz da verdadeira fé, libertar a humanidade da ignorância e da escravidão do pecado, para conduzi-la à única liberdade digna deste nome (cf. Jo 8,32): a da vida em Jesus Cristo sob a guia do Espírito Santo, na terra e no Reino dos Céus, na plenitude da bem-aventurança da visão de Deus face a face (cf. 1 Cor 13,12; 2Cor 5,6-8)!
Dado no dia 11 de outubro de 1992, trigésimo aniversário da abertura do Concílio Ecumênico Vaticano II, décimo quarto ano de meu pontificado.
Joannes Paulus II”

Em virtude dos 20 anos da publicação do CIC, a obra deve ser o tema central do Ano da Fé, proclamado pelo Papa Bento XVI para acontecer entre outubro 2012 e outubro de 2013. Redescobrir os conteúdos do CIC é uma espécie de ponto-chave para a pastoral da Igreja, especialmente nesse período.
É preciso que haja iniciativas nas paróquias e nas dioceses, incentivando-se a utilização do Catecismo nas pastorais, movimentos e grupos, para que o povo em geral possa conhecer os conteúdos fundamentais do Catecismo e assim conhecer a fé da Igreja e da doutrina católica, testemunhadas ou iluminadas pela Sagrada Escritura, pela Tradição apostólica e pelo Magistério da Igreja.

Heriberto Hugo F. Blanco
Aluno do curso de Teologia pela Faculdade Católica de Uberlândia
Paróquia São Judas Tadeu

50 ANOS DO CONCÍLIO VATICANO II





Aproxima-se o jubileu do maior concílio ecumênico da história da Igreja Católica, O Concílio Vaticano II, que deu uma nova luz a Igreja Católica. Foi no dia 25 de dezembro de 1961 que o então Papa João XXIII convocava o concílio através da bula papal Humanae Salutis e em uma Carta Apostólica de 2 de fevereiro de 1962 estabelece o inicio deste concílio ou inauguração  para o dia 11 de outubro de 1962  que terminariam somente no dia 08 de dezembro de 1965. O beato João XXIII, que faleceu no dia 3 de junho de 1963, não pode encerrar o seu trabalho que foi feito pelo seu sucessor, o Papa Paulo VI. Este Concílio teve a participação de 2540 padres conciliares ou prelados um número muito expressivo para a história da Igreja. 


Foram 4 longos anos de trabalho que resultou em 4 constituições, 9 decretos e 3 declarações elaboradas e aprovadas pelo Concílio.


Constituições 

  • Dei Verbum - Constituição dogmática sobre a divina revelação
  • Lumen Gentium - Constituição dogmática sobre a igreja
  • Sacrosanctum Concilium - Constituição sobre a sagrada liturgia
  • Gaudium et Spes - Constituição pastoral sobre a igreja no mundo de hoje

Declarações 

  • Gravissimum Educationis - Declaração sobre a educação Cristã
  • Nostra Aetate - Declaração sobre as relações da igreja com as religiões não cristãs.
  • Dignitatis Humanae - Declaração sobre a liberdade religiosa

Decretos 

  • Ad Gentes - Decreto sobre a atividade missionária da Igreja
  • Presbyterorum Ordinis - Decreto sobre o ministério e a vida dos presbíteros
  • Apostolicam Actuositatem - Decreto sobre o apostolado dos leigos
  • Optatam Totius - Decreto sobre a formação sacerdotal
  • Perfectae Caritatis - Decreto sobre a conveniente renovação da vida religiosa
  • Christus Dominus - Decreto sobre o múnus pastoral dos bispos
  • Unitatis Redintegratio - Decreto sobre o ecumenismo
  • Orientalium Ecclesiarum - Decreto sobre as Igrejas católicas orientais
  • Inter Mirifica - Decreto sobre os meios de comunicação social

O Concílio não tinha o objetivo de condenar erros, heresias ou de estabelecer novos dogmas. O desejo do Concílio era de atualizar a Igreja, colocar em evidencia a missão apostólica e pastoral da Igreja, de apresentar o precioso deposito da doutrina cristã, para torná-la acessível a todos os fieis. O Concílio trabalhou o apostolado dos leigos, a liberdade e tolerância religiosa diante de outras Igrejas cristãs e religiões não cristãs, o ecumenismo, a liturgia, ministério/vida/formação dos presbíteros, a revelação divina, a ação missionária, etc. Os conceitos de renovação, diálogo e participação são fundamentais para a compreensão do Vaticano II.


Em 1995, o Papa João Paulo II, o classificou de “um momento de reflexão global da Igreja sobre si mesma e sobre as suas relações com o mundo”.


Mas uma questão que não deixa de bater na minha cabeça como estudante de Teologia (4º período) na Faculdade Católica de Uberlândia, é se os objetivos foram atingidos com a justa interpretação e aplicação de seus documentos. Alguns estudiosos afirmam que estamos longe de cumprir o que foi elaborado, outros de que o Concílio não foi bem interpretado, mas a grande maioria afirma que sim e que se encontra ainda em andamento, cresce a sua luz ainda nos dias atuais e, portanto vem atingindo seu objetivo mesmo que a passos lentos.


No discurso de encerramento do Concílio o Papa Paulo VI afirmou: "as orientações para aquela renovação de pensamentos, de atividades, de costumes, e de força moral, de alegria e de esperança, que foi o objetivo do Concílio”.


Josef Ratzinger, ainda jovem teólogo, acompanhou de perto o Concílio como perito de seu bispo, o cardeal de Munique, nos trabalhos conciliares. Hoje, nas responsabilidades de Papa, ele tem repetido, com João Paulo II, que o Concílio não perdeu sua atualidade e continua qual bússola, a indicar, de maneira segura, os rumos para a Igreja no século XXI. Em 2005, Bento XVI, defendeu a mesma ideia de seu predecessor dizendo: “Quarenta anos depois do Concílio podemos realçar que o positivo é muito maior e mais vivo do que não podia parecer na agitação por volta do ano de 1968. Hoje vemos que a boa semente, mesmo desenvolvendo-se lentamente, cresce e cresce também assim a nossa profunda gratidão pela obra realizada pelo Concílio. [...] Assim podemos hoje, com gratidão, dirigir o nosso olhar ao Concílio Vaticano II: se o lemos e recebemos guiados por uma justa hermenêutica, ele pode ser e tornar-se cada vez mais uma grande força para a sempre necessária renovação da Igreja”.


É de fundamental importância uma autentica recepção e obediência plena aos documentos, cabe a toda a Igreja (ao clero, religiosos, consagrados e leigos) o esforço para que se cumpra. Saberemos encontrar na oração, no estudo e na leitura, a força necessária para transformar em realidade este Concílio.


Heriberto Hugo F. Blanco
Aluno do curso de Teologia pela Faculdade Católica de Uberlândia
Paróquia São Judas Tadeu de Uberlândia


quinta-feira, 19 de abril de 2012

UMA PARTICIPAÇÃO ATIVA, FRUTUOSA E CORRETA NA SANTA MISSA




Santa Missa é a celebração de um mistério sagrado; é a celebração da Paixão, Morte e Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo. Quando se tem essa visão as coisas ocupam os seus respectivos lugares, ou seja, Deus se torna o centro da celebração e abusos não acontecem. Entretanto, a Igreja vive um momento ímpar em sua história: o que se vê por todos os lados, é a inculturação, ou seja, o espaço sagrado sendo despido de sua sacralidade em nome de uma maior aproximação com o mundo. O mundo sendo trazido para dentro da Igreja, o rito sendo esvaziado de seu sentido e significado e, consequentemente, Deus sendo deixado à margem.


O Beato Cardeal John Henry Newman, acerca do sentido do sagrado diz que:
Os sentimentos de temor e do sagrado são ou não sentimentos cristãos? Ninguém pode em sã razão duvidar disso. São sentimentos que teríamos, em grau intenso, se tivéssemos a visão do Deus soberano. São sentimentos que teríamos se nos apercebêssemos claramente de sua presença. Na medida em que cremos que Ele está presente, devemos tê-los. Não tê-los é não perceber, não crer que Ele está presente. (Parochial and Plain Sermons, v. 5)
A Igreja possui diversos documentos orientando como deve ser a participação ativa e frutuosa dos fiéis e dos participantes da Liturgia da Santa Missa. A mais recente é a Sacramentum Caritatis, na qual o Papa Bento XVI esclarece ainda mais sobre o assunto.

(…) Favorecem tal disposição interior, por exemplo, o recolhimento e o silêncio durante alguns momentos pelo menos antes do início da liturgia, o jejum e — quando for preciso — a confissão sacramental; um coração reconciliado com Deus predispõe para a verdadeira participação. De modo particular é preciso alertar os fiéis que não se pode verificar uma participação ativa nos santos mistérios, se ao mesmo tempo não se procura tomar parte ativa na vida eclesial em toda a sua amplitude, incluindo o compromisso missionário de levar o amor de Cristo para o meio da sociedade.

Sem dúvida, para a plena participação na Eucaristia é preciso também aproximar-se pessoalmente do altar para receber a comunhão; contudo é preciso estar atento para que esta afirmação, justa em si mesma, não induza os fiéis a um certo automatismo levando-os a pensar que, pelo simples fato de se encontrar na igreja durante a liturgia, se tenha o direito ou mesmo — quem sabe — se sinta no dever de aproximar-se da mesa eucarística. Mesmo quando não for possível abeirar-se da comunhão sacramental, a participação na Santa Missa permanece necessária, válida, significativa e frutuosa; neste caso, é bom cultivar o desejo da plena união com Cristo, por exemplo, através da prática da comunhão espiritual, recordada por João Paulo II e recomendada por santos mestres de vida espiritual. (SC, 55)
Dessa forma, a participação na Liturgia da Santa Missa é uma atitude interior de conversão, de humilhar-se diante de Deus, adorá-Lo, é colocar diante de Deus o coração contrito. Isso não é equivalente a bater palmas, fazer malabarismos, danças, vestir-se como palhaço ou de forma inoportuna. O fiel deve estar na missa com a alma, com o espírito e não meramente de corpo presente. Não se deve esquecer também que o centro da Santa Missa é o sacrifício incruento de Nosso Senhor Jesus Cristo e não o homem.

"A Missa é o sol da Igreja."
(São Francisco de Sales)

"Após a consagração, eu tenho visto esses milhares de Anjos formando a corte real de Jesus, em volta do tabernáculo, eu os tenho visto com meus próprios olhos."
(São João Crisóstomo)

"Nenhuma língua humana pode exprimir os frutos de graças, que atrai o oferecimento do Santo Sacrifício da Missa". 
(São Lourenço)

"Uma só Missa a que houveres assistido em vida, será mais salutar que muitas a que os outros assistirão por ti depois da morte, pois pela Missa participas da Paixão, morte e Ressurreição de Cristo."
(Santo Agostinho) 

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

PAPA BENTO XVI ESCREVE NOVO LIVRO - MARIA, A MÃE DE DEUS

Ensinamentos do Papa voltam a ser Condensados em livro infantil

Cidade do Vaticano, 22 nov 2011 (Ecclesia) – Bento XVI acaba de lançar um livro sobre ‘Maria, a mãe de Jesus’, onde convida as crianças a descobrirem os ensinamentos da Virgem e a colocarem nas suas mãos as alegrias e dificuldades do dia a dia.
No prefácio da obra, que surge em destaque na edição de hoje do jornal do Vaticano, “L’Osservatore Romano”, o cardeal-arcebispo de Milão realça que o Papa fala aos mais novos de uma figura que, apesar de ter sido “concebida sem pecado”, passou pelas mesmas vicissitudes de qualquer ser humano.
“Viveu as mesmas alegrias que nós, as mesmas dores, momentos felizes e momentos difíceis, fadigas como as nossas e o mesmo entusiasmo, sempre confiando e colocando-se nas mãos de Deus”, escreve D. Angelo Scola, recordando que a oração mariana pode fazer “muito” pela vida de cada um.
Ao longo de 48 páginas, os ensinamentos do Papa ilustram os principais episódios da vida de Maria e explicam o significado das festas litúrgicas que foram instituídas pela Igreja Católica, em sua homenagem.
Tudo isto é feito com a ajuda de um conjunto de representações marianas, onde se destaca a chamada “Virgem da Ternura”, uma imagem da tradição bizantina que descreve o Menino Jesus com o rosto apoiado na sua mãe.
Com edição da ‘Piccola Casa Editrice’ e ilustração do italiano Franco Vignazia, o livro “Maria, a mãe de Jesus” está disponível nas livrarias italianas, por 10 euros.
Vignazia tinha ilustrado, em 2010, a obra “Os amigos de Jesus”, que apresentava às crianças as catequeses de Bento XVI sobre os Apóstolos.
JCP/OC